09/08/2017

Alesp debate criação de holding para destinação do lixo no Estado


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A mesa diretora da Assembleia e os líderes partidários receberam na manhã de hoje (dia 09/08) o presidente da Sabesp, Jerson Kelman e os secretários estaduais Benedito Braga (Saneamento e Recursos Hídricos) e Helcio Tokeshi (Fazenda) para debater a criação de uma holding, que entre outras ações vai possibilitar o gerenciamento e destinação dos resíduos sólidos no Estado.
A iniciativa vem sendo acompanhada de perto pelo deputado Estevam, que vê nesta proposta uma saída viável para a destinação dos resíduos sólidos em acordo com a legislação em vigência, que proíbe a manutenção de aterros sanitários. O projeto resolveria o grave problema enfrentado pelas cidades do Alto Tietê e tantas outras do Estado que não têm onde despejar os resíduos sólidos.
“O governador Geraldo Alckmin encaminhou para a Alesp um projeto de lei para criação de uma holding que vai exercer o controle acionário sobre a Sabesp e outras empresas subsidiárias. Através desta ação as prefeituras municipais poderão, entre outras coisas, contratar os serviços da empresa para solucionar o problema da destinação do lixo, através da implantação de uma usina de compostagem ou ação similar”, explicou o deputado Estevam Galvão, segundo secretário da Casa.
A Sabesp é a maior empresa de saneamento das Américas e a quarta maior do mundo em população atendida. Caso o projeto seja aprovado na Alesp, o controle acionário de todo o novo grupo, bem como da Sabesp, continuará com o Estado.
A ideia, segundo o presidente Jerson Kelman, é que a empresa possa diminuir o impacto do lixo causado nos aterros sanitários da região metropolitana e, ao mesmo tempo, obtenha energia a partir da queima do material. Essa energia seria usada pela própria Sabesp dentro dos processos de tratamento de esgoto. No ano passado, por exemplo, a empresa gastou R$ 935 milhões com despesas de energia elétrica.
“Hoje o destino do lixo é um problema grave no país. Com a provação deste projeto de lei podemos não transportar o lixo por grandes distâncias e aproveitar um combustível que é renovável”, considerou o deputado Estevam.

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